Um mosquito atrevido
Estava muito convencido
Que era mais forte que eu,
E ferrou-me uma dentada
Mas levou uma lambada
Que não sei se ele morreu.


Eu não o voltei a ver
Mas se ele me volta a aparecer
Juro que dou cabo dele,
Não estou forte, mas enfim
Para me enfrentar a mim
Podem vir dois como ele.


Aquela raça maldita
Deixa a pessoa aflita
Quando leva uma dentada,
Mas eu vou-me pondo a pau
E não gosto de ser mau
Mas mando-lhe uma paulada.


A lei não manda bater
Mas também não manda morder
E eles mordem de empreitada,
Eu fico muito revoltado
E se o apanho descuidado
Mando-lhe uma martelada.


Sei que o animal é perigoso
Mas dá-me imenso gozo
Apanhá-lo em minha casa,
Estando cheio de razão
Pego a machada ou podão
E corto-lhe uma asa.


Ele não podendo voar
Já tem que se humildar
E ouvir o que eu lhe digo,
E então digo-lhe assim
Se não me perseguires a mim
Eu também não te persigo.


18/05/25 O autor Graciano Luis Teixeira.

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