Uma formiga rabita
Ferrou-me uma dentadita
Eu fiquei muito zangado,
E pensei naquela hora
Não perdes pela demora
E fui buscar um machado.
Quando cheguei perto dela
Mandei-lhe o machado à guela
Ela começou a sangrar,
Eu fiquei muito atrapalhado
Fui-me sentar um bocado
E comecei a pensar.
Agora o que é que vou fazer?
Escondê-la sem ninguém ver
Não vão descobrir o autor,
Com o sangue quase em brasa
Fui a correr até casa
Para trazer o trator.
Carreguei-a com grande custo
E ainda apanhei um susto
A minha prima estava a ver,
Pedi-lhe, não digas a ninguém
Se tudo nos correr bem
Vais ajudá-la a comer.
Lá fomos tirar-lhe a pele
E cortá-la com um cotel
Dividimo-la para dois dias,
Comemos a bem comer
Mas com medo de alguém saber
Daquelas patifarias.
Correu tudo bem afinal
Aquele maldito animal
Não vai voltar a morder,
Se mais algum me atacar
Eu volto a tentá-lo matar
Que ele dá muito que comer.
O autor Graciano Luis Teixeira.
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