Uma formiga atrevida
Quis mesmo estragar-me a vida
E por fim ficou-se a rir,
Em jeito de brincadeira
Ela passou-me uma rasteira
Que me fez mesmo cair.


Vati com as trombas no chão
E a formiga dum cabrão
Riu-se com muita vontade,
Eu bem me quis vingar dela
Mas não caí na esparrela
Não senti capacidade.


As formigas são raivosas
E são muito venenosas
Temos que ter muito cuidado,
Ouçam o que eu estou a dizer
Se forem duas ou três a morder
Pode ser caso arrumado.


Eu queria dar cabo delas
Meto-lhe veneno em telas
E digo-lhe que é alimento,
Elas vão logo lember
E acabam por morrer
Dentro de pouco tempo.


Mas se alguma descobrir
Que eu lhe ando a mentir
Eu vou ficar enrascado
Irei ter grande castigo
Depressa elas dão comigo
Pois há-as por todo lado.


Não pensem que elas são loucas
Elas avisam umas às outras
De tudo o que se está a passar,
E como são traiçoeiras
Quem lhe fizer asneiras
Vai ter mesmo que as pagar.


O autor Graciano Luis Teixeira.

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