À porta do surdo, bate à vontade
Poderá estar a dormir
Mas mesmo acordado não irá ouvir
Com facilidade.


A portas arrombadas, varões de ferro
Os donos da casa
Com a alma em brasa
Dão berro e mais berro.


Pouco dinheiro, pouca saúde
Já não sou eu o primeiro
A dizer que com pouco dinheiro
A vida é mais rude.


A prática ensina mais que os livros
Neste mundo tão louco
Alguns sabem tão pouco
Que até os mortos, ensinam os vivos.


A prevenção vale mais que a cura
Previne-te então
Enfrenta o ladrão
Com uma porta segura.


A preguiça anda tão devagar,que a pobreza logo a alcança
Se lhe queres fugir
Não te deites a dormir
Tem em ti confiança.


A preguiça começa nas teias de aranha e, acaba nas grades da cadeia
Quem preguiça tiver
Seja homem ou mulher
Que mude de ideia.


A preguiça é, a chave da pobreza
Então vamos trabalhar
Que a fome não vai entrar
Com toda a certeza.


O autor Graciano Luis Teixeira.

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