Penso bem que não me engano
Quem trabalha tem por ano
Um mês para descansar,
Então e aquela cambada
Que todo o ano não faz nada?
Qualquer dia vai reclamar.
Se reclamar tem razão
Nem no inverno nem no verão
Arranjam um mês para lhe dar,
Penso nisto muitas vezes
Deixem-nos descansar onze meses
Mas deem-lhe um para trabalhar.
Acreditem no que eu digo
Já lhe chega para castigo
Onze meses de boa vida,
Se não os deixam trabalhar
Eles vão virar-se a roubar
Não tem mesmo outra saída.
Se nós pensarmos bem
Com o desejo que alguns têm
E ao verem-se desempregados,
Eu não me admiro nada
Que parte dessa cambada
Morram desanimados.
Sorte é terem do lado deles
Quem vá olhando por eles
E os vá tratando bem,
Os que andam a trabalhar
Por mais que queiram lutar
A mesma sorte não tem.
A coisa vista por mim
Terá mesmo que ter fim
Pois como está não tem jeito,
Se como está não está bem
Espero que apareça alguém
Que corrija esse defeito.
01/04/25 O autor Graciano Luis Teixeira.