Amigos do coração
Nesta altura já poucos são
E tem tendência de acabar
Porque o tempo não perdoa
Mas quando a pessoa é boa
Nunca nos devia deixar.


São os destinos da vida
Ou mais curta ou mais cumprida
Todos temos que, ter fim
Vão os finos vão os loucos
Para não se rir uns dos outros
E também vai chegar pra mim.


Os filhos já estão criados
Uns patrões outros empregados
Assim vão governando a vida
A ricos, não devem chegar
Terão sempre que, trabalhar
Pois não têm outra saída.


Foi o que eu lhe ensinei
Eu também sempre trabalhei
Mas o trabalho não faz mal
E podem acreditar
Se fossemos todos a trabalhar
Estava melhor Portugal.


Isto ainda vai continuar assim
Eu nunca pedi nada para mim
Só falo de quem precisa
O meu prognóstico não falha
O governo a quem trabalha
Vai-lhe tirar a camisa.


Eu confesso que tenho medo
Mas não guardo segredo
Para dizer o que acho mal
E sei que há muitos a mamar
E muitos a não trabalhar
Que arruínam Portugal.


Vejo esta coisa muito torta
Se eu morrer nada me importa
O que eu não queria, era sofrer
Vou dizendo o que está mal
Para deixar Portugal
Bem melhor, se poder ser.


01/08/18 O autor Graciano L. Teixeira.

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