A santa da minha vizinha
Tem uma fala fininha
Difícil de suportar,
Quando se começa a exibir
Não gosto de a ouvir
Parece uma cabra a berrar.


Ela tem muita vaidade
Diz ela que na verdade
Ninguém canta melhor que ela,
Julga-se muito inteligente
Mas mete-se na aguardente
E dá cabo da guela.


A vaidade é um defeito
A pessoa com pouco jeito
Com a vaidade piora,
Ninguém a pode gavar
Mas ela continua a aumentar
Por todo esse mundo fora.


Isto com todo o respeito
Vejo a vaidade dum jeito
Que não a consigo entender,
Existe em alguns indivíduos
Que são autênticos bandidos
Nem ganham para comer.


Tem a tal vaidade estragada
De viver sem fazer nada
Vivem à conta de quem trabalha,
Estamos neste mundo assim
A coisa vista por mim
Isso não é gente, é canalha.


A justiça que cá temos
Por aquilo que nós vemos
Vai-os sempre protegendo,
Estamos nisto infelizmente
Digo a todos minha gente
Tal justiça, eu não entendo.


O autor Graciano Luis Teixeira.

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