As consultas no hospital
Cada vez correm mais mal
Nunca as vimos como agora,
Não temos quem nos socorra
Estão à espera que a gente morra
Ou desespere e se vá embora.


A gente entra e fica à espera
Espera tanto que desespera
Não vê chegar a maré,
Mas ninguém pede desculpa
Não sei de quem é a culpa
Mas sei de quem ela não é.


Nos tempos de antigamente
Também morria muita gente
Pois nem havia hospitais,
Mas estou-me a convencer
Que depois de os haver
Ainda morrem muito mais.


Há lá médicos competentes
Mas também os há bem diferentes
Até bem ásperos nas palavras,
Não são meigos para ninguém
Com as meiguices que eles têm
Deviam andar a guardar cabras.


Deviam fazer-lhe uma escolha
Ou então fazer-lhe a folha
Para darem lugar a outros ,
Talvez daí pró futuro
Se eles forem trabalhar no duro
Talvez deixem de ser loucos.


O tempo vai-se passando
Não sei bem até quando
Nós teremos que aguentar,
Eles promessas vão fazendo
Mas pelo que estamos vendo
Vamos assim continuar.


O autor Graciano Luis Teixeira.

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